Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Patrício Ribeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Patrício Ribeiro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28186: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (71): Bubaque, Bijana: 11 de julho de 2026: chuva e mais chuva...


Foto nº 1


Foto nº 2


Foto nº 3


Foto nº 4

Guiné-Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Ilha de Bubaque > Bijana > Sábado, 11 de julho de 2026 > Dia de chuva

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1. Fotos enviadas pelo Patrício Ribeiro, que chegou a Bubaque, no dia 10, por volta das 13:55. Apanhou muita chuva. Devido à lentidão da Net, manda-nos sempre uma foto de cada vez. Estas foram tiradas a 11 do corrente, por volta das 14h00. 

A tabanca de Bidjana (ou Bijana) é das  comunidades que beneficia da instalação de painéis solares. Projeto Tanka Mas, da ASAD (Asociación  Solidaria Andaluza de Desarollo) (ONGD, criada em 2005, com sede em Granada). Segundo o censo de 2009, Bijana tinha 94 habitantes (49 homens,  45 mulheres).


Data - 12/7/2026, c. 19:19

Assunto - Chuva

Luís:  A canseira é tanta que dá para tirar uma sesta à chuva... na varanda de uma casa, na tabanca de Bidjana.

Mantenhas
Patrício Ribeiro

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28184: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (70): A "Mona Lisa" de Ancamona, Bubaque, Bijagós

 




Foto nº 1 , 1A, 1B






Foto nº 2, 2A e 2B






Foto nº 3, 3A, 3B


Guiné-Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Ilha de Bubaque > Tabanca de Ancamona > Sábado, 11 de julho de 2026 > c. 14:43 > A responsável da associação local


Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]



1. Fotos enviadas pelo Patrício Ribeiro, que chegou a Bubaque, no dia 10, por volta das 13:55. Apanhou muita chuva. Devido à lentidão da Net, manda-nos sempre uma foto de cada vez.


Data - 12/7/2026, c. 19:34

Assunto - Tabanca de Ancamona


Luís: Na casa onde me recolhi da chuva. A responsável da associação local. Foto que merece uma pintura. Um Picasso. Escolhe a que entenderes

Mantenhas
Patrício RibeiroImpar Lda


2. Comentário do editor LG:


Bendito dia de chuva, Patrício. 
Bendita chuva.
Há momentos felizes para um fotógrafo, 
ambulante, errante, vagabundo, como tu. 
As três fotos da "Madona" de Ancamona são de antologia. 
Podiam ser um Picasso, um Vermeer, um Da Vinci. 
É, doravante, a tua "Mona Lisa" de Ancamona. 
Tira uma cópia em papel, 
e para a próxima vez entrega-lhe, à senhora. 
É um pedido meu. 
É uma mulher bijagó de uma beleza serena mas enignática. 
Uma matriarca, uma  mulher de fibra, quiçá, descendente te de rainha. 
A beleza humana tem mistérios 
que não se decifram logo a um primeiro olhar... 
Não sei o que mais admirar:
se o seu rosto,
os seus olhos, 
os seus lábios, 
a sua pose, 
as suas mãos cruzadas sobre o ventre,
o seu peito liso, 
os seus braços possantes, 
a sua saia tradicional, 
a sua t-shirt molhada, colada ao corpo, 
a sua postura serena de camponesa face à chuva 
que cai com força no tempo dela... 
e que a obriga a ficar em casa...  

Mil e uma legendas se podiam acrescentar. 
Mas há fotos que valem por mil palavras.
Confesso que fiquei literalmente fascinado, 
ao ponto de há duas horas, desde as cinco e meia, 
que estou aqui a editar as tuas fotos para este poste... 
É a tua (e a minha, a nossa) homenagem às mulheres bijagós, guineenses. 
(Nunca fui aos Bijagós,
 tens de tirar mais fotos por mim 
e por aqueles de nós que nunca foram a Bubaque.)

__________________


terça-feira, 14 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28181: Ser solidário (298): Nô Sidadi, Nô Futuru: sistemas fotovoltaicos instalados nos furos de Bala e de Doubala, trazem a milagrosa água ao Gabú: notícias da Impar Lda e do IMVF - Instituto Marquês de Valle Flôr


Foto nº 1 > Obras de instalação de sistemas de energia solar no furo de Doubala na cidade de Gabú, a cargo da Impar Lda  (Parece-nos descortinar uma trabalhadora, guineense, em segundo lugar, a contar da esquerda para a direita.)


Foto nº 2 > A equipa (incluindo o pessoal da Impar Lda) envolvido nas obras de instalação de sistemas de energia solar no furo de Doubala na cidade de Gabú. Todos usam vestuário de trabalho (menos as botas de biqueira de aço...). Só o "patrão" (o segundo a contar da esquerda) não usa capacete protetor...


Foto nº 3 > Grupo técnico (o Patrício Ribeiro é o primeiro da direita) junto ao novo sistema fotovoltaico no furo de Bada


Foto nº 4 > O Patrício Ribeiro, em segundo plano, em reunião de trabalho com a sua equipa  


Foto nº 5 > O principal depósito de água da cidade



Foto nº  5 > A alegria dos "djubis", refrescando-se com a água que cai do depósito

Guiné- Bissau > Região  de Gabu > Gabu > c. Junho / julho de 2026


1. Excertos (texto e fotos), reproduzidos com a devida vénia, da página da fundação para o desenvolvimento e cooperação,  portuguesa, o IMVF - Instituto Marquês  de Valle Flor.

 Desta vez foi possível apanhar o nosso amigo e camarada Patrício Ribeiro em ação, ele que é habitualmente discreto (para não dizer avesso a mostrar-se), nunca de resto nos falando diretamente das obras a cargo da sua empresa, a Impar Lda, de que foi fundador e diretor técnico. À beira de fazer 80 anos, praticamente quase todos passados em África (Angola e Guiné-Bissau), é ele um exemplo extraordinário de vida ativa, proativa e saudável. Que os bons irãs o protejam.


Quanto ao  IMVF - Instituto Marquês  de Valle Flor, é de referir a sua origem e o seu currículo na área da cooperação e desenvolvimento:


(i) foi fundado em 1951 como instituição privada de utilidade pública, por Maria do Carmo Dias Constantino Ferreira Pinto, Marquesa de Valle Flôr (1872-1952), para perpetuar a memória do marido e do filho (1.º e 2.º Marqueses de Valle Flôr);

(ii) a fortuna da família foi construída em São Tomé e Príncipe , onde José Luís Constantino Dias (1.º Marquês) se tornou um grande empresário de cacau (nasceu em Murça, 1855 e morreu em Bad Nauheim, Alemanha, em 1932): foi nobilitado pelo rei Dom Carlos I; visconde (1890), conde e  marquês (1907);

(iii) o objetivo inicial era apoiar e promover a investigação científica e o desenvolvimento, com foco em doenças tropicais e assistência social em São Tomé e Príncipe;

(iv) a transição para ONGD ocorreu em 1988, com o início formal da sua atividade em São Tomé e Príncipe;

(v)  expandiu-se nos anos 90 para outros países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor-Leste) e, mais recentemente, para África e América Latina;

(vi) atua em 10 áreas-chave (saúde, educação, água e saneamento, desenvolvimento rural, segurança alimentar, agricultura, igualdade de género, ecoturismo, comércio justo, etc.);

(vii) já implementou mais de 160 projetos em 10 países desde 1988, com destaque para a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)

(viii) o projeto "Nô Sidadi, Nô futuro"  (a nossa cidade, o nosso futuro) insere-se no âmbito da "Requalificação de Infraestruturas Sociais nas Cidades de Bafatá e Gabú": (...) partindo de um contexto governamental, administrativo e estrutural frágil, a Guiné-Bissau enfrenta diversos desafios de desenvolvimento, particularmente no que se refere às infraestruturas e serviços básicos 'inadequados, insuficientes ou inexistentes' "; este projeto, financiado pelo Fundo para a Estabilização e o Desenvolvimento Regional nas Regiões Frágeis da CEDEAO (FRSD), "vem dar resposta a problemas específicos da Guiné-Bissau: o acesso limitado a água potável, a degradação das infraestruturas dos Hospitais Regionais de Bafatá e Gabú e e as dificuldades na governação local das regiões".



26 Jun 2026


Depois de mais de dois meses sem abastecimento de água, milhares de habitantes da cidade de Gabú voltaram a ter acesso a este serviço essencial. A retoma do fornecimento foi possível graças à entrada em funcionamento do novo sistema fotovoltaico instalado no furo de Bada, no âmbito do projeto Nô Sidadi, Nô Futuru.

Com a instalação de um sistema de energia solar, o abastecimento de água passou a ser assegurado através de uma solução mais sustentável, eficiente e resiliente, eliminando a dependência de combustível e reduzindo significativamente o risco de interrupção da água.

Com capacidade para bombear cerca de 13 metros cúbicos de água por hora utilizando exclusivamente energia solar, a nova infraestrutura alimenta o principal reservatório da cidade, contribuindo para uma maior regularidade no abastecimento e para a redução dos custos operacionais do sistema.

Antes da entrada em funcionamento, a coordenação do projeto validou a conformidade técnica da instalação e autorizou o início da operação. Este momento assinalou a conclusão de uma intervenção considerada determinante para reforçar o acesso à água numa das principais cidades do leste da Guiné-Bissau.

O regresso da água foi celebrado pela comunidade num momento carregado de simbolismo. Numa cerimónia realizada junto às infraestruturas do sistema, procedeu-se assim à abertura solene da válvula de água, assinalando o restabelecimento do abastecimento à população.

Paralelamente, mantém-se os trabalhos de instalação de um segundo sistema fotovoltaico no furo de Doubala, que permitirá reforçar a capacidade de produção e distribuição de água para a cidade.

No âmbito do Plano de Envolvimento das Partes Interessadas (PEPI), foram organizadas visitas comunitárias às duas infraestruturas, envolvendo representantes das comunidades locais, autoridades regionais, instituições dos setores da água e energia, organizações da sociedade civil e outros atores relevantes.

Estas visitas permitiram aos participantes:

  • conhecer de perto os investimentos realizados, 
  • compreender o funcionamento dos sistemas solares instalados
  •  e acompanhar a evolução das obras. 

As equipas técnicas apresentaram as diferentes componentes das infraestruturas, explicaram os benefícios esperados para o abastecimento de água e responderam às questões colocadas.

As visitas incluíram ainda momentos de diálogo e partilha, durante os quais foram recolhidas preocupações, sugestões e expectativas das comunidades relativamente aos investimentos em curso. Esta abordagem participativa procura reforçar o envolvimento das populações e promover a apropriação local das infraestruturas, contribuindo para a sua sustentabilidade a longo prazo.

As intervenções integram-se no projeto Nô Sidadi, Nô Futuru, financiado pela CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), através do BMZ (Bundesministerium für wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung) e do KfW Development Bank, e implementado pelo IMVF, com assistência técnica do GFA Consulting Group.

 (Seleção, revisão / fixação de texto, negritos, título: LG)

_____________________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 9 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28167: Ser solidário (297): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (22): Modelo educatico tradicional (Renato Brito)

domingo, 12 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28175: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (69): Ainda o Gabu, e a controvérsia do depósito de água de antigamente de que "ninguém" se lembra...


Foto nº 1 > Uma casa tipicamente colonial, das diversas que existem ainda na cidade de Gabu. Comércio em baixo...residência em cima


Foto nº 2 > Furo de Dubala Gabu na estrada para Sonaco


Foto nº 3 > Deposito metálico de 1986, 30m cúbicos


Foto nº 4 > Depósito de água, em betão (com reservatório met+alico), construído ainda no tempo colomial, segundo os elementos do concurso (*)

Guiné-Bissau > Zona Leste > Região de Gabu > Gabu > Julho de 2026 >  Passado, presente e futuro


Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1. Mais fotos do Gabu (**), enviadas pelo Patricio Ribeiro, quando lá esteve uns dias entre junho e julho, acompanhando trabalhos em curso da empresa Impar Lda, de que foi fundador e diretor.


Data - domingo, 05/07/2026, 10_42
Assunto - Gabu

(i) A cidade de Gabu cresceu muito. Muitas ruas, muitas casas muitas crianças. Quase todas as famílias tem familiares a trabalhar nas obras em Portugal (Vd. foto nº1: Uma casa tipicamente colonial, das diversas que existem ainda na cidade de Gabu. Comércio em baixo...residência em cima).

(ii) De acordo com os elementos do concurso, o deposito de betão, (fotos enviadas anteriormente) foi contruído no tempo colonial (foto nº 4)

Afinal, a menina do IA não sabe tudo ... ou, nós os velhos, andámos a esconder coisas à menina.

Mantenhas

Patrício Ribeiro

Impar Lda

2. Comentário do editor LG:

Paatrício, estamos quase peritos em sistemas... fotovoltaicos. E tu já és o "irã grande que faz o milagre da luz, da energia, da água, da vida"... Boa saúde, bom trabalho para ti, os teus, o pessoal da empresa...

Quanto à foto nº 4: dizes tu que a menina IA está enganada...Que o depósito (pintado a vermelho escuro) já vem do "antigamente", do tempo dos "tugas"...

A malta que passou por Nova Lamego tinha a obrigação de se lembrar... Uma vila com a importância de Nova  Lamego, sede de concelho e de batalhão, com casas de comércio e restauração, cinema, escola, CTT,  gasolineira, novas zonas residenciais, etc, tinha que ter um bom depósito de água, como parte integrante do sistema de armazenamento e distribuição... Ciomo tinha Bissau (Bandim), Bambadinca, Bafatá, Teixeira Pinto, etc.

Mas o Virgílio Teixeira,  da CCS / BCAÇ 1933 (que andou por lá em 1968/69),  não se lembra de nada... E é ele que tem algumas das melhores fotos da antiga Nova Lamego...

Eu achava que esta estrutura podia ser do tempo do governador Sarmento Rodrigues (abril 1945-janeiro 1949)... Mas não, pelo menos parece qie não consta da lista das obras públicas realizadas no seu tempo, na área do abastecdimento e distribuição de água...

As duas ferramentas de IA que consultei defendem que  esta tipologia (o depósito como ose apresenta hoje, vd. foto nº 4) não era  típica das obras públicas portuguesas dos anos 50 e 60.

(...) "Pelo contrário, lembra muito os depósitos construídos em inúmeros países africanos a partir dos anos 80, no âmbito de programas de abastecimento de água financiados pelo Banco Mundial, UNICEF, Cooperação Francesa, União Europeia, etc. O reservatório metálico sobre torre de betão foi uma solução extremamente difundida porque era mais económica e facilmente substituível.

"Há, contudo, uma nuance importante: a fotografia não prova que toda a estrutura seja pós-colonial. " (...) (Fonte: ChatGPT/ Open AI).

Teremos que investigar melhor... E ver em detalhe as fotos (incluindo aéreas)  que temos de Nova Lamego de antes da independência. Até lá, um alfabravo.

___________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 23 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28125: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (65): Cidade do Gabu, o "milagre da água"

(**) Último poste da série _: 7 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28162: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (68): Gabu, "luz & sombra"...Entre a modernidade e o deserto...

terça-feira, 7 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28162: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (68): Gabu, "luz & sombra"...Entre a modernidade e o deserto...


Foto nº 1 > Ainda não é a bicicleta elétrica... mas lá chegaremos !... Com ajuda de Alá... e da Impar Lda!



Foto nº 2 > Os painéis fotovoltaicos ...que fazem as bombas trabalhar.


Foto nº 3 >  Furo com 80 metros, construido em 1988 pela Prakla, empresa alemã. Com financiamento da Arábia Saudita... Acabámos de Instalar, nós, a Impar Lda, uma bomba Lorentz, alemã, financiada pelo governo alemão, através da ONG IMVF (Instituto Marquês Valle Flor), de Portugal....mais de 120m3 / dia.




Foto nº 4 > Fole,  no final dos mangos nas ruas de Gabu... Vendidos â sombra dos poucos mangueiros que não foram deitados a baixo...pela modernidade.


Guiné-Bissau > Zona Leste > Região de Gabu > Gabu > Julho de 2026 > Entre a modernidade e o deserto


Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1. Mais  fotos do Gabu, enviadas pelo Patricio Ribeiro


Data - domingo, 05/07/2026, 09:20
Assunto - Gabu


Por toda a Guiné, já desde há algumas semanas, aparece a fruta da época,  o fole (Foto nº 4).

Muito gostoso, um pouco ácido, o fole é bom para cortar a sede desta época das chuvas e calor com muita humidade.

Quase sempre é transformado em sumo muito gostoso.

Todas as sombras das árvores seculares é para cortar... O calor pode entrar...como nos países ao lado e o deserto continua a avançar para o sul...

Mantenhas
Patrício Ribeiro

____________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 5 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28158: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (67): Gabu, a "festa da água

domingo, 5 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28158: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (67): Gabu, a "festa da água"





Foto nº 1 e 1A > Guiné-Bissau > Região de Gabu > Gabu > Julho de 2026 > Festa da água, na estrada de Gabu para o Sonaco





Foto nº 2 e 2A > Guiné-Bissau > Região de Gabu > Gabu > Julho de 2026 >Aqui também já não havia água há muito tempo. Com os ensaios de bombagem, deixámos a água correr borda fora, durante diversas horas na estrada que vai para a Sonaco

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1. Mais umas fotos do Gabu, enviada pelo Patricio Ribeiro, o "embaixador da Tabanca Grande" na Guiné-Bissau, autor da série "Bom dia desde Bissau"


Data - domingo, 05/07/2026, 09:20
Assunto - Gabu

Luís, hoje vou enviar algumas fotos de Gabu, onde estou desde há uns dias.

Abraço, Patrício Ribeiro
Impar Lda
__________________

Nota do editor LG:

domingo, 28 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28138: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (66): Cidade do Gabu, o "milagre do sol"


Guiné-Bissau > Zona Leste > Região de Gabu > Gabu > Junho de 2026 > Sistema solar montado pela Impar Lda

Foto (e legenda): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1.  Mais uma foto do Gabu, enviada pelo Patricio Ribeiro

Data - domingo, 21/06/2026, 14:14
Assunto .- Gabu

As coisas que sol pode fazer... é só o encaminhar para o lugar certo.

Há quem goste de o fazer até aos 90 anos.

Patrício Ribeiro
Impar Lda
_____________

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28130: As nossas geografias emocionais (67): o monumental depósito de água de Bolama (conhecido localmente como "castelo")





Foto nº 1, 1A e 1B > Guiné . Bissau > Bolama > Junho de 2021 > Depósito de água (também conhecido como "castelo"): este é o histórico depósito (em inglês, "water tower") erigido na periferia da antiga capital colonial de Bolama, e recentemente reabilitado (em 2024) para responder à tradicional falta de água na ilha (que tem, de resto, fracos lençóis freáticos). A sua origem remonta aos anos 30/40. Em 2021 estavada degradado, como toda a antiga capital da Guiné. Havia sinais de grafitos, reboco caído, corrosão das estruturas metálicas superiores, infiltrações antigas,  ausência de manutenção regular, etc, tudo sinais de que não era usada há muito. Mas o edifício possui grande valor patrimonial  e merece restauro. Há uma estrutura parecida em Canchungo (antiga Teixeira Pinto), cuha data de construção é de 1946.

Foto (e legenda): © Patrício Ribeiro (2021). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



Foto nçº2 : Guiné-Bissau > Zona Leste > Gabu > Depósito de água, cuja origem remonta aos anos 80/90. Por isso, não faz parte da memória de nenhum dos antigos combatentes protugueses que passaram por Nova Lamego (hoje, Gabu) durante os anos da giuerra (1961/74).

Foto (e legenda): © Patrício Ribeiro (2021). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1. Entre as duas fotos distam 40 anos. O nosso leitor poderá ter curiosidade em saber  um pouco mais a sua origem, história, arquitetura, estado de conservação, etc.

Comecemos por dizer que, no caso do "castelo" de Bolama (como era conhecido localmente) a sua arquitectura não pode ser britânica, vitoriana, como já vimos por aí escrito (na IA do Google, citando o sítio britânico Medium: "Water tower, built during the British occupation. Photo credit: Brad Yonaka").

Os camaradas que estiveram no CIM de Bolama devem-se lembrar do "castelo", que fica(va) junto ao antigo hospital militar e civil da ilha (e antiga capital de Bissau, entre 1879 e 1941). No entanto, a primeira foto que publicámos no nosso blogue foi da autoria do Patrício Ribeiro, em 2021 (*). (Sobre a localização do antigo hospital e do "castelo",  vd. o roteiro que o nosso saudoso António Estácio elaborou e publicou em livro, bem como no nosso blogue).

Numa primeira análise visual  da foto nº 1 não parece haver qualquer relação com a arquitetura britânica ou vitoriana. E duas ou três ferramentas de IA que consultámos confirmam a nossa opinião. Aqui vão alguns dos factos históricos e arquitetónicos que desmontam esse mito.

Recorde-se que a disputa territorial com os ingleses (a famosa "Questão de Bolama") foi resolvida em 1870 pelo presidente americano Ulysses S. Grant, que deu a razão a Portugal (e daí ter-se constrruído uma estátua  em bronze em sua homenagem, infelizmente vandalizada e roubada).

A presença britânica na ilha de Bolama foi esporádica e precária, caracterizada por duas fases de curta duração que culminaram na disputa diplomática que opôs o Reino Unido a Portugal, e resolvida a favor de Portugal. 

Em maio de 1792 houve uma primeira tentativa de ocupação, oficiais da Armada Britânica (tenentes Philip Beaver e Henry Hood) desembarcaram com cerca de 270 colonos para estabelecer uma "colónia-modelo" após a compra da ilha a um régulo local. O projeto gurou-se ao fim de um ano, devido a a uma série de factores adversos ( clima, doenças,  hostilidade do povo nativo).

 A segunda tentativa foi mais série: a partir de 1834, no contexto da repressão ao tráfico de escravos, o Reino Unido voltou a reclamar a ilha. Os britânicos chegaram a desembarcar, destruir fortificações e marcos portugueses, e a declarar o arquipélago sob a jurisdição da coroa britànica).

De qualquer modo, nessa época (meados do séc. XIX), os depósitos de água de engenharia britânica eram construídos em alvenaria de tijolo maciço, pedra ou estruturas de ferro fundido.

O depósito na imagem é inteiramente construído em betão armado  uma tecnologia construtiva que só começou a ser amplamente utilizada em obras públicas na Guiné Portuguesa bem avançado o século XX.

E quanto ao estilo arquitectónico, o  desenho da torre filia-se claramente no Modernismo/Art Déco tardio e na arquitetura de cariz utilitário do Estado Novo.  
Destacam-se as linhas geométricas simplificadas, as frestas verticais estreitas e alongadas (rasgadas para iluminação e ventilação da escadaria interna) e as varandas circundantes com guarda-corpos maciços ou com pilaretes geométricos de betão.

Aqui há divergências na análise visual da foto, pela IA do Gemini / Google, e pela IA e do ChatGPT Open AI, e na caractrização da estrutura. 

O ChatGPT  diz tratar-se de  estrutura em alvenaria rebocada, de grande massa volumétrica, com composição simétrica e monumental, janelas verticais em arco, de inspiração neoclássica simplificada, varandas com balaustradas decorativas, reservatório superior oculto por uma espécie de torre arquitetónica.

 Inclinamo-nos também mais para a hipótese de a estrutura ter construída em alvenaria rebocada, analisando as fotos acima, do Patrício Ribeiro e outras, disponíveis na Net (Vd. foto nº 3).

Não sabemos a data exata da inauguração do "castelo" (teríamos que ver a  documentação específica do Ministério das Colónias ou das Obras Públicas da época), sabemos, sim, que as s infraestruturas de saneamento e modernização urbana de Bolama foram projetadas e erguidas maioritariamente entre as décadas de 1920 e 1940. 

Trata-se, portanto, de um exemplar genuíno da engenharia e arquitetura colonial portuguesa do segundo quartel do século XX, construído no período que antecedeu ou coincidiu com a transferência definitiva da capital para Bissau (1941). O depósito de água de Teixeira Pinto (hoje Canchungo) segue a mesma tipologia, e data de 1946.

O depósito  tinha capacidade para mais de 70 mil litros. Mas há meios século que estava inativo. Foi reabilitado em 2024, com fundos da União Euriopeia, e por inciativa da ONG espanhola AIDA (vd. foto nº 5).





Fotos nº 3 e 4 > Guiné-Bissau > Bolama > 2018 > "AntigoHospital Militar e Civil"... Fotos  de Helena Maria Pestana (2018). Imagens do domínio público,. Cortesia de Wikimedia Commons.



Foto nº 5 > Guiné-Bissau > Bolama > 2024 > O depósito de água, reabilitado. Fotro da página da ONG espanh0ola, com sede em Madrid, AIDA.- Ayuda, Intercambio y Desarrollo


Da página da AIDA, transcrevemos o seguinte (tradução livre para português):

(...) "Em 16 de setembro, a ONG espanhola AIDA, com o apoio das ONG ACRA e Pro-Bolama e financiamento da União Europeia, pôs em funcionamento a Expansão da Rede de Abastecimento de Água na cidade de Bolama, Guiné-Bissau.

Iniciado em 2021, este projeto representa uma melhoria significativa para a região, incluindo a perfuração do poço mais profundo da ilha, com 195 metros. A iniciativa envolveu a reabilitação de um reservatório de água com capacidade superior a 70 mil litros; construída originalmente na época colonial, a instalação estava sem uso há mais de 50 anos.

O projeto também inclui a instalação de dois sistemas de bombeamento movidos a energia solar, a construção de novas fontes públicas e a ligação dessa infraestrutura à rede de água existente, implantada originalmente pela AIDA em 2008.

Graças a essa expansão, que agora conta com 19 fontes públicas e abastece os dois principais mercados, o hospital e várias escolas, é possível garantir o fornecimento de água potável a uma população que não tinha acesso a ela há mais de 25 anos.

Embora Bolama tenha sido a capital da Guiné-Bissau até 1941, os habitantes não tinham anteriormente de acesso contínuo à água potável. Este projeto marca um grande avanço no desenvolvimento da região, melhorando a qualidade de vida de milhares de pessoas". (...)


2. Com a ajuda do ChatGPT, pode acrescentar-se mais o seguinte sobre as característcias arquitetónicas desta estrutura:


(...) "O objetivo não era apenas armazenar água. Era também afirmar a presença do Estado. Na época colonial, muitos edifícios técnicos eram desenhados para transmitir autoridade e permanência: quartéis, hospitais, administrações, correios, tribunais e até depósitos de água!"(...)

Há uma influência a que se poderia chamar "colonial português tardio", misturando funcionalidade,  neoclassicismo simplificado e alguma influência art déco muito discreta.
 
Bolama, depois de resolvida a questão da soberania, foi concebida e planeada como uma cidade-modelo para funcionar como capital política e administrativa (veremos isso melhor em próximo poste). A rede de abastecimento de água fazia parte do conjunto de infraestruturas urbanas que procuravam demonstrar alguma modernidade: hospital (que já existia em 1908),  câmara municipal (1919),  ponte-cais,  central elétrica, etc,

"O facto de o reservatório estar escondido dentro da torre revela uma preocupação estética pouco comum hoje" (veja-se a foto nº 2, que ilustra outra tipologia de "!castelos de água").
 
Sobre de depósito de água do Gabu, que data já do pós-independência,  falaremos mais detalhamente num próximo poste desta série. (**)

(Pesquisa: LG + Wikipedia + Net + IA (Gemini / Google | ChatGPT / Opena AI)

(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos, itálicos, links, título: LG)

terça-feira, 23 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28125: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (65): Cidade do Gabu, o "milagre da água"

 









Guiné-Bissau > Zona Leste > Região de Gabu > Gabu > Junho de 2026 >  O antigo depósito de água da cidade, que vem do tempo dos "colonialistas".  Que ainda funciona, haja eenergia elétrica... O "milagre da água" é recebido com alegria esfusiante pelos "djubis".


Fotos (e legenda): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1. Mais fotos da cidade do Gabu, enviadas pelo Patrício Ribeiro, no passado dia 21. Estas duas são do reservatório de água, que é (ou era) alimentado por um gerador, que de vez em quando avaria(va), privando a população local de água potável, essencial à vida. 

A Impar Lda (há 35 anso no território)  monta e repara  sistemas de painéis solares, fornecendo energia a quase uma centena de povoações da região do Gabu.  A Impar Lda, que trabalha em parceria com a empresa alemã Lorenz é especiaçista no fornecimento de eletrobombas solares, de pequena, média e grande capacidade.
 

Data - domingo, 21/06/2'26, 14:03

Assunto - Abastecimento de água à cidade de Gabu


Já que por aqui andava há algum tempo, resolvemos durante umas horas dar banho aos jovens... É que também aqui faz muito calor.... mas todo o ano.

Os colonos construíram o depósito... Aquele  que eles deixaram para trás,  resolveu enchê-lo de água todos os dias, coisa que não acontecia há algum tempo.

Abraço, Patrício Ribeiro
Impar Lda

____________________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 22 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28120: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (64): O antigo edifício dos CTT de Gabu

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28120: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (64): O antigo edifício dos CTT de Gabu


Foto nº 1
~

Foto nº 2


Foto nº 3


Foto nº 4


Foto nº 5


Foto nº 6


Foto nº 7

Guiné-Bissau > Zona Leste > Gabu > O edifício da antiga Estaçáo dos CTT

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]




Patrício Ribeiro: (i)  ex-fuzileiro em Angola (1969/72);  (ii) nosso colaborador permanente para as questões de ambiente, geografia e economia da Guiné-Bissau; (iii)  tem mais de 200 referências no nosso blogue; (iv) vive na Guiné-Bissau desde 1984; (v) é o "embaixador" da Tabanca Grande neste país lusófono; (vi) é o português que melhor conhece a Guiné e os guineenses, e que ainda hoje é conhecido como o "pai dos tugas" (pelos mais novos, que visitam a Guiné-Bissau, ou passam por lá como cooperantes, e que ele apoia, sem nunca lhes perguntar em que partido é que votam, em que clube é que jogam, a que deus é que rezam e onde é que os pais nasceram); (vii) é autor desta série "Bom dia, desde Bissau"; (viii) foi o fundador e o diretor técnico da empresa de energia Impar Lda, com sede em Bissau desde há 35 anos.


1. Sete mensagens foram enviadas ontem, domingo, pelo Patrício Ribeiro, entre as 13:53 e as 14:14 (em sucessivos envios, cada um com uma foto, documentando o edifício dos antigos CTT, o depósito de água e a central elétrica solar). 

 Devido à lentidão da internet, o Patrício costuma mandar uma foto de cada vez. Hoje publicamos as fotos com a antiga estação dos CTT de Nova Lamego (hoje Gabu). Não é clara qual é a utilização atual do edifício. Ao lado, funciona (ou funcionava ?) o "centro retransmissor" do Gabu (foto nº. 6). 

Pelo que se depreende das fotos, o antigo edifício dos CTT parece agora funcionar como balcão local das apostas desportivas da Guiné (Bissau Games) (Foto no. 7).

Fui aos correios em Gabu, para ver se tinha recebido alguma carta, mas afinal já não trabalha há muitos anos. (Pensei que podia ser mais rápido que a Internet existente.)

Não sei quantos amigos e camaradas passaram por estes balcões....

Abraço, 
Patrício

Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > c. jan / fev 1967 > Uma das artérias  da então vila (e sede de circunscrição / concelho do Gabu), com a estação dos CTT à esquerda, e o Cine-Teatro à direita, do outro lado. 

Foto do álbum de Manuel Caldeira Coelho (ex- fur mil trms, CCAÇ 1589 / BCAÇ 1894,
"Os Tufas") (Bissau, Fá Mandinga, Nova Lamego, Beli e Madina do Boé, 1966-68)

Foto (e legenda): © Manuel Caldeira Coelho (2011). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]
______________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 10 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27808: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (63): O antigo hospital militar, HM 241 (e depois "complexo hospitalar 3 de agosto"): "E tudo o vento levou"...